sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Biblioteca itinerante inicia jornada no Estado

Um projeto destinado a estimular a leitura sai do plano teórico para o corpo a corpo. A BiblioSesc, biblioteca móvel lançada pelo Sistema Fecomércio / SESC-RN, estaciona na Pipa pela primeira vez no Rio Grande do Norte, com um acervo de mais de três mil livros, revistas semanais atualizadas, revistas culturais locais (Preá, coleção da Brouhaha, A Palavra), jornais do Rio Grande do Norte (incluíndo assinatura diária da Tribuna), best-sellers, obras infanto-juvenis, estante de autores potiguares e literatura contemporânea mundial. Um verdadeiro combo de leitura que vai percorrer os bairros de Natal e Grande Natal que não possuem biblioteca, emprestando livros para a comunidade carente de leitura.

Rogério VitalA salinha de leitura é climatizada e aconchegante, dispondo de um acervo para todas as idades
A salinha de leitura é climatizada e aconchegante, dispondo de um acervo para todas as idades
O programa foi criado em 2005 pelo Departamento Nacional do Sesc e a primeira biblioteca móvel foi adquirida em Recife. "Natal era a única capital brasileira que ainda não possuía uma Bibliosesc. Foi uma aquisição importantíssima de incentivo a leitura. Os acervos são novos e serão regularmente atualizados pelo SESC local" disse Denise Cortez, coordenadora do projeto, cujo lançamento aconteceu quinta-feira à noite do dia 18 de novembro de 2011, no Flipipa.
FONTE: TRIBUNA DO NORTE

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO POTIGUAR


ESTRADA DE FERRO NO RN - CURIOSIDADES, pequisa do poeta EMMANOEL IOHANAN

• A primeira estrada de ferro do Rio Grande do Norte foi reivindicada pelos senhores de engenho em 1870. A Lei Provincial N°: 630, autorizou a construção no Vale Açucareiro, mas o contrato foi assinado dois anos depois. No ano de 1873, a província concedeu o direito à construção de outra Estrada de Ferro, que partiria da capital para a zona agreste do Estado. A ferrovia foi iniciada em outubro de 1878, em local até então conhecido como NAU DE REFOLES. No dia 28 de setembro de 1881, o primeiro trecho ligando Natal a São José do Mipibu foi inaugurado. O segundo trecho, que uniu São José do Mipibu a Lagoa de Montanhas, foi terminado em 31 de outubro do ano seguinte.

• A empresa inglesa THE GREAT WESTERN OF BRAZIL RAILWAY COMPANY arrendou várias estradas de ferro no Brasil, entre elas a ferrovia Natal / Nova Cruz. Com a seca de 1904, a República autorizou o início da construção da estrada de ferro Natal / Ceará Mirim, como frente de trabalho para os retirantes da seca. Em junho do mesmo ano, chegou à cidade a primeira locomotiva que veio servir essa linha férrea.

• Em agosto de 1939, a GREAT WESTERN, foi encampada pela Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte. A estrada passou a se chamar “ESTRADA DE FERRO SAMPAIO CORREIA”.

• A primeira locomotiva a aportar no Rio Grande do norte, foi a LOCOMOTIVA “CATITA N° 03”, uma máquina a vapor fabricada pelos ingleses no ano de 1902. A locomotiva foi adquirida pela Estrada de Ferro do Rio Grande do Norte em 1906, e foi a única das vinte e seis locomotivas que não foi levada ao ferro velho, graças à sensibilidade e eficiência do chefe das oficinas de carros e vagões, o Sr. Manoel Tomé de Souza. Ele fez uma proposta ao encarregado de transportar as locomotivas que virariam sucatas, para em troca da CATITA dar doze toneladas de ferro e esta, ficaria como lembrança em Natal / RN.

• A LOCOMOTIVA CATITA N° 03, inaugurou a Ponte de Ferro de Igapó, em 20 de abril de 1916, às 10 horas da manhã, puxando vagões que transportaram o Governador Joaquim Ferreira Chaves e seu Vice Henrique Castriciano, entre outras autoridades e convidados.

• Em 26 de setembro, às 17 horas, a CATITA fez a viagem inaugural da Ponte Presidente Costa e Silva, a primeira de concreto, puxando vagões e levando o então Governador Walfredo Gurgel, autoridades e convidados.

• Em 1975, a LOCOMOTIVA CATITA N° 03 e seu reboque foram levados para a cidade do Recife em Pernambuco, para ornamentar o recém-construído prédio da RFFSA – PE, sendo posteriormente transferida para o Museu do Trem daquela cidade, após 69 anos de serviços prestados ao Rio Grande do Norte.

PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO DO BRASIL

Em 1º de maio de 1854, foi inaugurada a primeira estrada de ferro brasileira, ligando Porto Mauá à Raiz da Serra.

Construída por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, a estrada reduziu o tempo de viagem neste trecho de 4 horas para apenas 23 minutos.

Nesta época, uma viagem de Juiz de Fora até o Rio de Janeiro era uma aventura de pelo menos 3 dias.

Viagem de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro.
Viagem de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro.

De Juiz de Fora até a divisa com a Província do Rio de Janeiro, segue-se pela Estrada Nova do Paraibuna. Daí em diante a estrada piora muito, pois estamos no antigo Caminho Novo, por onde vamos até Petrópolis.

Em Petrópolis, tomamos a Estrada Normal da Serra da Estrela que nos leva até Raiz da Serra onde tomamos o trem até a Estação Guia de Pacobaíba em Porto Mauá. Daqui, a viagem segue na barca a vapor "Guarani" até a Prainha, atual Praça Mauá, no Rio de Janeiro

mais

ESTAÇÃO CENTRAL DO BRASIL

É a estação de trens mais conhecida do Brasil. Até o ano de 1998 era intitulada Estação Dom Pedro II, denominação pela qual ainda é também conhecida.

A mesma teve um prédio construído em 1858 para inaugurar a linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, a "Estação do Campo". Com o tempo teve seu nome alterado para estação da Corte e, mais tarde, Dom Pedro II. A estação hoje se chama Central do Brasil devido à antiga ferrovia extinta em 1971 por decisão da RFFSA. Este já era o nome informal da estação, e passou a oficial depois das filmagens do filme a que esta deu nome, que teve cenas rodadas na estação e concorreu ao Óscar, com Fernanda Montenegro na disputa pelo prêmio melhor atriz, em 1998.

O prédio construído em 1858 foi reformado anos mais tarde e finalmente demolido nos anos 30, para dar lugar ao atual, em razão das obras de eletrificação e expansão do sistema.

Dela hoje saem trens de diversos ramais, ligando o Centro aos demais bairros da Zona Norte e Oeste do Rio de Janeiro, e também aos municípios da Baixada Fluminense, inclusive o ramal de Saracuruna/Gramacho, do qual originalmente saíam da garagem de Barão de Mauá, por pertencerem à antiga Estrada de Ferro Leopoldina.